Corede Serra começa trabalho para transformar propostas regionais em projetos prioritários

13/10/2026

Com a articulação de agentes públicos e privados, o Conselho Regional de Desenvolvimento da Serra (Corede Serra) deu início, nesta terça-feira (6), ao trabalho dos grupos constituídos para discutir e formular projetos voltados ao desenvolvimento da região. A iniciativa reúne representantes de diferentes setores com a missão de, a partir de propostas oriundas de cinco planos de desenvolvimento e elencadas como prioritárias pela direção da entidade, transformá-las em projetos estruturados, com objetivos, responsáveis, estimativa de investimentos e caminhos para a execução.

O movimento tem sido tratado como inovador pelo Corede Serra, pois deixa o campo ideário e avança para o eixo executório, ao mesmo tempo que integra fortemente os 32 municípios abrangidos pelo órgão. Um dos desafios dos grupos de trabalho (GTs) é, justamente, acomodar projetos que tragam desenvolvimento econômico, social e ambiental aos diferentes perfis de municípios da Serra. “O papel do Corede Serra é ampliar o olhar para além das demandas individuais dos municípios e identificar iniciativas capazes de beneficiar a região como um todo. É uma iniciativa que apresenta a possibilidade concreta de executar os projetos. Não adianta pedir recursos federais em projetos que não estão planejados, porque não vai acontecer. Então, o que nós temos, são projetos que dependem muito mais de uma performance do próprio ecossistema organizado para a partir dessa organização ter um cronograma para a sua execução”, pontua a presidente do Corede Serra, Monica Mattia.

Ao todo, sete grupos de trabalho (GTs) já estão estruturados nas áreas de atração e retenção de capital humano; inteligência na cadeia produtiva da indústria regional; turismo conectado e competitivo; indicações geográficas e denominações de origem; cobertura digital plena no território regional; proteção e recuperação de ecossistemas hídricos; e longevidade, inclusão e mobilidade – esse já atuante como GT transversal permanente. Outros dois grupos devem ser formalizados nos próximos dias, tendo como eixos as rodovias e a área rural. Os temas foram condensados de uma carteira de 200 projetos advindos de cinco estudos – PED 2022-2030; Perfil Socioeconômico Corede Serra 2025; Pacto RS; Plano da Bacia Hidrográfica Taquari-Antas; e Estudos do Instituo McKinsey para o RS. Entre 10 e 15 deles entram no foco do Corede agora para se transformarem numa carteira consistente e viável, capaz de orientar ações concretas e atrair investimentos.

A composição dos GTs reúne representantes de diferentes setores, envolvendo quase 30 entidades e instituições de ensino da região. Cada grupo terá um coordenador e um redator e contará com um padrinho, indicado entre integrantes da vice-presidência e do conselho de representantes do Corede Serra. A função será acompanhar a mobilização dos participantes e, posteriormente, ajudar na articulação necessária à execução das propostas. Os grupos terão autonomia para desenvolver seus trabalhos e poderão, após essa primeira etapa, tornar-se estruturas permanentes. A coordenação geral ficará sob responsabilidade da presidência e da vice-presidência do Corede Serra.

A primeira etapa de trabalho terá prazo de conclusão de 60 dias, contados a partir desta quarta-feira (7), para a entrega dos projetos. A previsão é de que as propostas sejam apresentadas e validadas em um evento regional no dia 10 de dezembro, em formato de assembleia aberta do Corede Serra. Após a apresentação, haverá um período para ajustes até 10 de fevereiro. Na sequência, a diretoria executiva deverá definir os encaminhamentos para a articulação necessária à execução das propostas. Para o prefeito de Veranópolis, Cristiano Dal Pai, também vice-presidente do Corede Serra, a proposta visa oferecer uma perspectiva de futuro para a região com novas alternativas. “São temas que são vigentes dentro da nossa sociedade, mas muitas vezes sem ganhar a atenção devida. Então, estamos introduzindo esse conceito de divisão de responsabilidade com todas as forças vivas da nossa região, e isso é o mais importante, pois os GTs reúnem representantes de municípios distintos, que levam para as discussões suas realidades, necessidades, experiências e expectativas. Com isso, o trabalho busca substituir uma visão isolada por uma abordagem regional”, constata Dal Pai.

 


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